quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Utilização Educativa da Internet

O USO DA INTERNET 

PARA FINS EDUCATIVOS 

Josué Geraldo Botura do Carmo

Agosto/2001
Para Weininger (1996) a Internet é uma ferramenta muito eficiente para o ensino em geral, e para o ensino de línguas estrangeiras em especial. Ela permite o acesso fácil de professores/as e alunos/as a uma infinidade de material informativo autêntico e atualizado sobre todos os assuntos da cultura alvo, além de dar muitos exemplos concretos e de mostrar as possibilidades de usar a rede para projetos interativos e para a formação e capacitação de professores/as.  

A REDE MUNDIAL DE DADOS

A explosão de informações e conhecimentos humanos continua ocorrendo em ritmo cada vez mais acelerado: existem entre 100.000 e 300.000 revistas científicas e técnicas no mundo, o que equivale de 3 a 10 milhões de ensaios e artigos por ano. Dois mil livros são publicados a cada dia, um terço deles em inglês, alemão e francês (230.000 por ano). Só os pesquisadores publicam 7.000 trabalhos por dia. Oitocentas mil patentes são registradas por ano.

A sociedade de informações produz quantidades imensas de informações, e gerou meios para sua estocagem, numa "memória global" computadorizada, acessível e interligada pelas redes mundiais de computadores. Estes bancos de dados (mundialmente cerca de 8.000) dão acesso ao seu conteúdo em poucos segundos, através de buscas estruturadas. Muitos deles já não se contentam apenas com a informação sobre as fontes de dados e informações, mas trazem o próprio item, na íntegra, diretamente para o computador do usuário conectado.

O sistema internacional de redes de dados inclui redes científicas, redes comerciais, redes para fins educativos, redes para o uso exclusivo de empresas, redes militares, redes policiais, etc.

A Internet nasceu no final dos anos 60, quando o ministério da defesa dos EUA encomendou uma ligação entre os computadores mais potentes e importantes da nação, de modo que a comunicação de dados militares funcionasse mesmo depois de um ataque nuclear. A solução apresentada era um pacote tão genial quanto simples.

Já em 1972, esta rede militar (com o nome de ARPANET - Advanced Research Projects Agency Net) foi aberta à comunidade científica mundial e se transformou aos poucos na Internet. Inicialmente só utilizada por alguns institutos de pesquisa e poucos cientistas. Nas universidades, a Internet ganhou o papel de uma rede de comunicação planetária através do seu crescimento exponencial e suas convenções mundialmente estabelecidas. No Brasil, o acesso inicialmente era restrito às universidades e a alguns institutos. A partir de 1995, provedores comerciais dão acesso ao público em geral.

Em termos da teoria de sistemas, há uma analogia surpreendente com sistemas biológicos, como, por exemplo, processamento e estocagem de informações holísticas e distribuídas nas redes neuronais do nosso cérebro, a estrutura rigidamente caótica com controle descentralizado pela cooperação de todas as partes, a grande flexibilidade e capacidade de se adaptar a novas exigências com rapidez e sem interromper o funcionamento atual, a contribuição simultânea ativa e passiva de todos os componentes.

Em 1996, a Internet integrava mais de 40 milhões de usuários diretos em mais de 50 países.

Segundo o autor um dos cuidados que se deve ter com o uso das novas tecnologias no ensino é o de não se usar modelos didáticos da "idade da pedra" com a ajuda da tecnologia da "idade do espaço", sem nem questioná-los ou desenvolver novas formas, mais adequadas. Depois de uma fase inicial, de jogar apenas toda a produção impressa dentro da rede mundial de dados, hoje, devido à World Wide Web (WWW) e seus recursos multimídia, a Internet começa a sua própria linguagem, e, com as facilidades da linkagem entre elementos e meios normalmente separados, acrescenta formas inéditas de trabalhar e apresentar conteúdos. Partindo da teaching machine do behaviorismo skinneriano no início do uso do computador como instrumento didático, a metodologia da Internet de hoje se aproxima muito mais dos modelos construtivistas, que são amplamente citados como embasamento teórico do emprego destas tecnologias interativas no ensino. Tanto o ideário do construtivismo com o princípio básico de que no processo de aprendizagem, o estudante constrói e conecta elementos de compreensão em vez de repetir pedaços de instrução, quanto o do ensino interativo, que a mão dupla da interação facilita todo processo de apreender, por evitar barreiras mentais como o medo e a insegurança.

O uso da Internet, sem dúvida, representa o ponto mais avançado da aplicação das novas tecnologias para fins educativos, não apenas no sentido de hard- e software.

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