quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Expressa a tua opinião através do comentário do texto
O USO DA INTERNET PARA FINS EDUCATIVOS
Para as escolas, a Internet, até o momento, ocupa um
papel secundário. Atualmente (1996) encontram-se cerca de 1.000 escolas
na rede no mundo inteiro. Existem, porém, projetos em vários países para
incentivar o uso dos recursos da Internet para o ensino em geral. É
preciso encorajar professores de todos os tipos de escolas a utilizarem o
potencial da rede mundial de dados para as suas aulas.
Em primeiro lugar, a Internet não deve ser apenas
encarada como milhões de computadores, cujos recursos podem ser
compartilhados, e sim como os milhões de seres humanos atrás das telas e
dos teclados: cientistas, professores/as, alunos/as e pais e mães que
podem entrar em contato como pessoas, fazer perguntas ou respondê-las,
discutir, trocar informações e dicas, colocar opiniões, divulgar
informações e muito mais, independente do tempo e do espaço. Ao
contrário do telefone, o/a remetente e destinatário de um e-mail ou os
debatedores de um fórum de discussões não precisam participar ao mesmo
tempo, um fator importante não apenas no intercâmbio entre continentes.
Não há mais necessidade de reunir grupos de trabalho no mesmo lugar na
mesma hora para poder resolver um problema em comum.
Evidentemente, a comunicação eletrônica abrange apenas
uma parte da comunicação humana. Ela não pode nem deve substituir o
diálogo pessoal (em aula) ou o contato humano direto. Mas ela abre
dimensões novas de contato e comunicação adicionais, justamente além das
limitações impostas por tempo e espaço, que não seriam possíveis
(física e financeiramente) sem ela. O uso da rede mundial de comunicação
propicia acesso à informação e comunicação mundial (os bens mais
valiosos da sociedade do 3º milênio) para as regiões e instituições
menos privilegiadas. Antes disponível apenas para a máquina militar da
1ª potência do planeta, hoje estão ao alcance de cada escola que possa
disponibilizar um computador médio e uma linha telefônica para este fim.
O uso produtivo da Internet para fins educativos é quase tão infinito
quanto às ramificações da própria rede e encontra seu limite apenas na
imaginação dos/as professores/as e alunos/as que queiram tirar proveito
dela.
Todos os setores da sociedade (economia, política,
instituições públicas e privadas) colocam à disposição da rede suas
contribuições que consideram relevantes, interessantes, ou necessárias. O
fato da concorrência esmagadora de ofertas informativas na rede faz com
que as entidades sejam obrigadas a colocar atrativos gratuitos "no ar"
para conseguir a atenção do público e justificar o investimento do
serviço ou viabilizar patrocínios comerciais etc. Desta forma é possível
encontrar informação de virtualmente todas as áreas de conhecimento e
atividade humana através de uma busca direcionada com a ajuda das
chamadas máquinas de busca que localizam em poucos instantes todas as
ofertas relacionadas a um determinado assunto.
Com um pouco de experiência na busca de bancos de dados
os resultados são surpreendentemente satisfatórios. Como normalmente
cada página na rede está conectada diretamente a outras páginas
relacionadas por meio de links, cada busca leva a um número grande de
resultados pelo sistema cumulativo conhecido como "bola de neve". E o
hipertexto é muito mais que simplesmente um texto ligado a outros
textos, ele rompe com qualquer documento convencional, pela sua forma
não linear e não seqüencial de apresentar diversos conteúdos. Acessamos
os dados, descobrindo fatos e as relações existentes entre eles,
processamos essas informações, relacionando e ordenando-as. E essa é uma
forma natural de trabalhar com a informação, pois na vida real não
lidamos com a informação de forma linear, somente na escola, até então,
fomos formados e preparados para adotar uma postura linear.
Para o ensino de línguas estrangeiras, o uso da Internet pelos/as alunos/as não se limita a uma fonte (valiosíssima) de material autêntico da língua e cultura alvos. Navegando nas páginas deste país, o/a estudante experimenta a satisfação de dominar uma interação real no idioma alvo, tão importante para estimular a sua motivação no processo de aprendizagem.
Para o ensino de línguas estrangeiras, o uso da Internet pelos/as alunos/as não se limita a uma fonte (valiosíssima) de material autêntico da língua e cultura alvos. Navegando nas páginas deste país, o/a estudante experimenta a satisfação de dominar uma interação real no idioma alvo, tão importante para estimular a sua motivação no processo de aprendizagem.
Uma outra grande vantagem da Internet como fonte de
informação é que todo o material encontrado é (pelo menos
temporariamente) copiado para o computador de quem o acessa. Isto é,
textos, tabelas, estatísticas, imagens, sons, vídeos etc., podem ser
estocados, editados e reutilizados em trabalhos e projetos de qualquer
natureza.
Em princípio, todo trabalho com informações da Internet é
interativo, na medida em que o usuário dirige por escolha de menus ou
de links o fluxo de dados. Ao contrário de assistir o programa
informativo na TV a cabo, no serviço on-line, o "leitor" tem a
possibilidade de se concentrar apenas nas áreas e nas notícias de seu
interesse, fazendo com que ele obtenha muito mais informação específica
em muito menos tempo.
Projetos interativos são chamados aqui trabalhos que
nascem da interação de (grupos) de pessoas, alunos/as de várias escolas
ou faculdades com setores específicos representados na rede, sejam
eles/as outros/as alunos/as ou professores/as, órgãos públicos ou
empresas particulares. Existem muitas opções para desenvolver projetos
nas áreas de línguas estrangeiras, ciências exatas ou sociais.
Josué Geraldo Botura do Carmo
Josué Geraldo Botura do Carmo
Utilização Educativa da Internet
O USO DA INTERNETPARA FINS EDUCATIVOSJosué Geraldo Botura do Carmo |
||
Para Weininger (1996) a Internet é uma ferramenta muito
eficiente para o ensino em geral, e para o ensino de línguas
estrangeiras em especial. Ela permite o acesso fácil de professores/as e
alunos/as a uma infinidade de material informativo autêntico e
atualizado sobre todos os assuntos da cultura alvo, além de dar muitos
exemplos concretos e de mostrar as possibilidades de usar a rede para
projetos interativos e para a formação e capacitação de professores/as.
A REDE MUNDIAL DE DADOSA explosão de informações e conhecimentos humanos continua ocorrendo em ritmo cada vez mais acelerado: existem entre 100.000 e 300.000 revistas científicas e técnicas no mundo, o que equivale de 3 a 10 milhões de ensaios e artigos por ano. Dois mil livros são publicados a cada dia, um terço deles em inglês, alemão e francês (230.000 por ano). Só os pesquisadores publicam 7.000 trabalhos por dia. Oitocentas mil patentes são registradas por ano.A sociedade de informações produz quantidades imensas de informações, e gerou meios para sua estocagem, numa "memória global" computadorizada, acessível e interligada pelas redes mundiais de computadores. Estes bancos de dados (mundialmente cerca de 8.000) dão acesso ao seu conteúdo em poucos segundos, através de buscas estruturadas. Muitos deles já não se contentam apenas com a informação sobre as fontes de dados e informações, mas trazem o próprio item, na íntegra, diretamente para o computador do usuário conectado.O sistema internacional de redes de dados inclui redes científicas, redes comerciais, redes para fins educativos, redes para o uso exclusivo de empresas, redes militares, redes policiais, etc.A Internet nasceu no final dos anos 60, quando o ministério da defesa dos EUA encomendou uma ligação entre os computadores mais potentes e importantes da nação, de modo que a comunicação de dados militares funcionasse mesmo depois de um ataque nuclear. A solução apresentada era um pacote tão genial quanto simples.Já em 1972, esta rede militar (com o nome de ARPANET - Advanced Research Projects Agency Net) foi aberta à comunidade científica mundial e se transformou aos poucos na Internet. Inicialmente só utilizada por alguns institutos de pesquisa e poucos cientistas. Nas universidades, a Internet ganhou o papel de uma rede de comunicação planetária através do seu crescimento exponencial e suas convenções mundialmente estabelecidas. No Brasil, o acesso inicialmente era restrito às universidades e a alguns institutos. A partir de 1995, provedores comerciais dão acesso ao público em geral.Em termos da teoria de sistemas, há uma analogia surpreendente com sistemas biológicos, como, por exemplo, processamento e estocagem de informações holísticas e distribuídas nas redes neuronais do nosso cérebro, a estrutura rigidamente caótica com controle descentralizado pela cooperação de todas as partes, a grande flexibilidade e capacidade de se adaptar a novas exigências com rapidez e sem interromper o funcionamento atual, a contribuição simultânea ativa e passiva de todos os componentes.Em 1996, a Internet integrava mais de 40 milhões de usuários diretos em mais de 50 países.Segundo o autor um dos cuidados que se deve ter com o uso das novas tecnologias no ensino é o de não se usar modelos didáticos da "idade da pedra" com a ajuda da tecnologia da "idade do espaço", sem nem questioná-los ou desenvolver novas formas, mais adequadas. Depois de uma fase inicial, de jogar apenas toda a produção impressa dentro da rede mundial de dados, hoje, devido à World Wide Web (WWW) e seus recursos multimídia, a Internet começa a sua própria linguagem, e, com as facilidades da linkagem entre elementos e meios normalmente separados, acrescenta formas inéditas de trabalhar e apresentar conteúdos. Partindo da teaching machine do behaviorismo skinneriano no início do uso do computador como instrumento didático, a metodologia da Internet de hoje se aproxima muito mais dos modelos construtivistas, que são amplamente citados como embasamento teórico do emprego destas tecnologias interativas no ensino. Tanto o ideário do construtivismo com o princípio básico de que no processo de aprendizagem, o estudante constrói e conecta elementos de compreensão em vez de repetir pedaços de instrução, quanto o do ensino interativo, que a mão dupla da interação facilita todo processo de apreender, por evitar barreiras mentais como o medo e a insegurança.O uso da Internet, sem dúvida, representa o ponto mais avançado da aplicação das novas tecnologias para fins educativos, não apenas no sentido de hard- e software. | ||
Subscrever:
Mensagens (Atom)

